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DIÁRIO DE BORDO BANGLADESH- DENTRO DO MUNDO DE MICROCRÉDITO PARTE 01 - Banco de Negócios Inclusivos Banco de Negócios Inclusivos

DIÁRIO DE BORDO BANGLADESH- DENTRO DO MUNDO DE MICROCRÉDITO PARTE 01

O meu conceito de banco foi iluminado pelo banco dos pobres

Começaram agora os principais relatos sobre a minha experiência aqui em Bangladesh, a minha semana morando nas vilas e vendo de perto o funcionamento do microcrédito. Irei aprofundar alguns conhecimentos neste instante, serão 3 partes. Eu, Marcelo (Brasil), Andrea (Itália) e Jonaro (Inglaterra) pegamos nossas coisas e deixamos Dhaka em um microônibus. Tempo para ficar juntos cinco dias no lugar onde funciona corretamente o Grameen Bank: pequenas vilas, com baixa acessibilidade em eletricidade, a vida simples por essência, muito humilde. Raízes humanas.

Este estilo de banco criado pelo Grameen não é convencional e emprega 23.000 trabalhadores, o que significa áreas rurais em quase sua totalidade, poucos trabalham no prédio central em Dhaka (onde tivemos os treinamentos). Eu vi aqui algumas informações, relatando que 70% da população de Bangladesh está vivendo em áreas rurais, uma grande demanda de crédito não para o Grameen apenas, mas para outros bancos que trabalham com microcrédito aqui. Confesso que a palavra “banco” pra mim sempre foi um problema ético. Nunca me senti confortável com o negócio em si e o abuso de muitas políticas bancárias, especialmente no Brasil onde tenho conhecimento. Mas, aqui, o meu conceito de banco foi iluminado pelo “banco dos pobres”.

Neto em visita à pequena vila em Bangladesh

 Desde a nossa primeira semana foi muito de uma sala de aula, agora vai ser muito de um dia-a-dia na vila, buscando a compreensão de como deve ser possível de lidar com a pobreza extrema por uma ferramenta de empréstimo humilde. Estes esforços basicamente fizeram o Professor Yunus ganhar o Nobel, por isso vamos ver em que medida isto está acontecendo.

Chegamos perto da cidade de Bogra, cerca de 5 horas de Dhaka, rasgando a  mais louca e perigosa estrada da minha vida, com certeza, vendo grandes e velhos caminhões perto de bater em nosso carro, pelo menos três vezes, cheio de pessoas andando entre o tráfego, sem destino, andarilhos da sorte. Nunca mais pego uma estrada por aqui! Hahaha, mas está tudo bem! A maneira de conduzir um carro em Bangladesh não é tão confortável, para ser honesto. Uma boa curiosidade: perto de nós, a fábrica da Grameen Danone, a empresa social famosa no mundo inteiro com o objetivo de lutar contra a desnutrição, com uma pequena embalagem de yougurt, empresa derivada por uma parceria entre o Banco Grameen e a Danone, poderosa empresa francesa. Então, se aqui as crianças têm problemas de crescer com boa saúde, por que não dar-lhes um yougurt enriquecido com nutrientes necessários para atravessar cada dia? Humanizando o negócio. Melhor ainda, com um preço baixo (9TK ou US$0,12), envolvendo a comunidade local como trabalhadores? Parece bom.

Quantas vezes na sua vida você ficou sabendo que uma empresa, não uma ONG ou governo, mas a própria empresa dedicar 100% dos ativos internos, alavancar o conhecimento e inovação para resolver um problema social? Eu tive a sorte mesmo de experimentar o yougurt, saboroso! É uma maneira de revolucionar negócios como antigamente, como diria o livro que estou lendo por aqui de Richard Branson, “Screw Business as Usual”.

CONTINUA…

#BANGLADESH #GRAMEENBANK #BNI

 

Orlando Nastri Neto é aluno da graduação da FEA-RP e atua como estagiário no Grameen Bank, em Bangladesh, é membro do BNI da USP–RP e Conselheiro do Centro de Voluntariado Universitário. Email: orlando.neto@bni.org.br

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