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Nossos princípios - Banco de Negócios Inclusivos Banco de Negócios Inclusivos

Nossos princípios

O Banco de Negócios Inclusivos é um programa de Microfinanças, constituído a partir da Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares da Fundação Getulio Vargas (ITCP-FGV), que tem por objetivos o fortalecimento de sistemas produtivos populares e a geração de renda. Surgiu pela iniciativa de estudantes da própria Fundação Getulio Vargas, membros da Incubadora, que atualmente gerem este novo ator de geração de renda.

O crédito é um ótimo instrumento de combate à pobreza quando bem utilizado; serve como um catalisador para o desenvolvimento dos empreendimentos solidários, excluídos da órbita bancária. Revertendo a prática bancária convencional e gerando um sistema bancário baseado na participação, responsabilidade, confiança, inovação e transformação social, o Banco de Negócios Inclusivos transforma as comunidades de baixa renda.

A exclusão bancária brasileira

O projeto Banco de Negócio Inclusivos nasceu de uma constatação prática: cooperativas parceiras da Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares da Fundação Getúlio Vargas enfrentavam dificuldades em aumentar sua produção e aceitar pedidos maiores cujos pagamentos fossem realizados em prestações. Isso não ocorre por uma má gestão do fluxo de caixa desses negócios, mas sim, ao acesso muito restrito ao crédito produtivo no Brasil.

A dificuldade de se obter crédito se deve ao fato de, no Brasil, existirem dois mercados de crédito: o tradicional – composto pelos bancos tradicionais e financeiras – e o subsidiado, que engloba bancos públicos, comunitários e OSCIPs de microcrédito. Ainda que haja dois mercados e diversos atores, o consumo desse produto financeiro é restrito às cooperativas de modo geral.

A busca pelo crédito no mercado tradicional resulta em duas situações. A primeira situação é um alto custo para sua obtenção, devido regras rígidas do Banco Central, às altas taxas de juros vigentes no país, aos pesados impostos sobre operações financeiras e ao alto risco ao se conceder crédito a cooperativas (pois, em regra, não possuem garantias de pagamento ao empréstimo solicitado). A segunda situação comum é a não concessão do crédito, resultante da falta de garantias de pagamento, como já citado; do histórico de inadimplências do empreendimento ou da impossibilidade deste contrair obrigações formais, uma vez que, em alguns casos, ainda não tenha se constituído como pessoa jurídica. No Brasil, os bancos comerciais são obrigados a terem linhas de microcrédito, porém, quando não preferem manter o valor destinado a este produto imobilizado, criam burocracias grandes para tornar este crédito de menor risco, retirando a dinâmica que o viabilizaria, como descrito.

Frente a tal situação, a alternativa para empreendimentos solidários, sustentáveis, informais ou inclusivos é buscar o mercado subsidiado. Os agentes detentores do crédito, ainda que mais acessíveis ao público tradicionalmente excluído da órbita bancária, possuem dificuldades diversas: os bancos governamentais, primeiramente, mantém as altas exigências para concessão, além de possuir baixa capilaridade com esse público; as OSCIPs de microcrédito, apesar de oferecer crédito com taxas abaixo da média do mercado tradicional, são ineficientes, gerando custos altos para viabilização do empréstimo, fazendo com que suas carteiras, quase que absolutamente pequenas, não se expandam; os bancos comunitários, por sua vez, possuem carteiras ainda menores que as OSCIPs, e atuam, mesmo que com boa penetração na comunidade, em demasia localmente, além de sofrerem com a falta de apoio tecnológico para melhoria da eficiência e redução de custos do crédito ofertado. O que reúne os dois últimos atores com o primeiro neste mercado específico é o fato de todos se viabilizarem através de políticas públicas que subsidiem o crédito, que, até mesmo aportam capital para esse fim.

A análise de tais mercados demonstrou que a demanda quase patológica por microcrédito, em especial o produtivo orientado, está muito longe de ser sanada. A solução encontrada pela equipe de alunos e técnicos da Incubadora foi criar tecnologias que pudessem tornar o microcrédito autossustentável e barato, trazendo assim, as OSCIPs de microcrédito e os bancos comunitários para um novo mercado de crédito: o popular de microcrédito produtivo. A escolha por estes dois atores se deve pelo fato de possuírem como metas, visões e valores similaridades aos ideais da economia solidária. Ademais, além de possuírem fragilidade econômica, são as que possuem maior capilaridade para o microcrédito, uma vez que atingem diretamente o público naturalmente excluído das linhas de crédito.

Em face disso, a ITCP-FGV resolveu, na tentativa de superar os obstáculos ao desenvolvimento dos empreendimentos inclusivos com os quais trabalhava, desenvolver tecnologias de microcrédito. Aproveitando-se da relação com a universidade, resolveu trazer às soluções acadêmicas, tão intangíveis aos grupos inclusivos, uma dimensão prática: operar uma linha de crédito produtivo aos empreendimentos associados, buscando desenvolver, assim, tecnologia acessível e pragmática.

Primeiro Banco Júnior do Mundo

A linha de crédito cresceu, levantou a bandeira dos negócios inclusivos e da responsabilidade social das universidades, transformando-se, como um programa de extensão universitária no seio da ITCP-FGV, no primeiro banco júnior do mundo: um banco de economia solidária gerenciado por estudantes universitários de todo o país.