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Quem somos - Banco de Negócios Inclusivos Banco de Negócios Inclusivos

Quem somos

O Banco de Negócios Inclusivos é um programa de Microfinanças, constituído a partir da Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares (ITCP-FGV), que tem por objetivos o fortalecimento de sistemas produtivos populares e geração de renda. Surgiu pela iniciativa de estudantes da própria FGV, membros da incubadora, que gerem este novo ator de geração de renda.

O crédito é um instrumento eficaz para combater a pobreza; serve como um catalisador no desenvolvimento dos empreendimentos solidárioss, excluídos da órbita bancária. Revertendo a prática bancária convencional e gerando um sistema bancário baseado na participação, responsabilidade, confiança, inovação, transformação social, o Banco de Negócios Inclusivos transforma as comunidades de baixa renda.

O BNI fornece crédito para cooperativas, associações e grupos informais, geridos de forma democrática e participativa. A linha de crédito, cujo recurso inicial foi proveniente da própria ITCP e seus parceiros, é voltada para fomento dos negócios inclusivos. Como metas, constam a implementação de um fluxo de caixa, ampliação da capacidade produtiva, manutenção das atividades e melhorias tecnológicas dos clientes.

Saiba mais:

Nossos Princípios

O Banco de Negócios Inclusivos é um programa de Microfinanças, constituído a partir da Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares da Fundação Getulio Vargas (ITCP-FGV), que tem por objetivos o fortalecimento de sistemas produtivos populares e a geração de renda. Surgiu pela iniciativa de estudantes da própria Fundação Getulio Vargas, membros da Incubadora, que atualmente gerem este novo ator de geração de renda.

O crédito é um ótimo instrumento de combate à pobreza quando bem utilizado; serve como um catalisador para o desenvolvimento dos empreendimentos solidários, excluídos da órbita bancária. Revertendo a prática bancária convencional e gerando um sistema bancário baseado na participação, responsabilidade, confiança, inovação e transformação social, o Banco de Negócios Inclusivos transforma as comunidades de baixa renda.

A exclusão bancária brasileira

O projeto Banco de Negócio Inclusivos nasceu de uma constatação prática: cooperativas parceiras da Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares da Fundação Getúlio Vargas enfrentavam dificuldades em aumentar sua produção e aceitar pedidos maiores cujos pagamentos fossem realizados em prestações. Isso não ocorre por uma má gestão do fluxo de caixa desses negócios, mas sim, ao acesso muito restrito ao crédito produtivo no Brasil.

A dificuldade de se obter crédito se deve ao fato de, no Brasil, existirem dois mercados de crédito: o tradicional – composto pelos bancos tradicionais e financeiras – e o subsidiado, que engloba bancos públicos, comunitários e OSCIPs de microcrédito. Ainda que haja dois mercados e diversos atores, o consumo desse produto financeiro é restrito às cooperativas de modo geral.

A busca pelo crédito no mercado tradicional resulta em duas situações. A primeira situação é um alto custo para sua obtenção, devido regras rígidas do Banco Central, às altas taxas de juros vigentes no país, aos pesados impostos sobre operações financeiras e ao alto risco ao se conceder crédito a cooperativas (pois, em regra, não possuem garantias de pagamento ao empréstimo solicitado). A segunda situação comum é a não concessão do crédito, resultante da falta de garantias de pagamento, como já citado; do histórico de inadimplências do empreendimento ou da impossibilidade deste contrair obrigações formais, uma vez que, em alguns casos, ainda não tenha se constituído como pessoa jurídica. No Brasil, os bancos comerciais são obrigados a terem linhas de microcrédito, porém, quando não preferem manter o valor destinado a este produto imobilizado, criam burocracias grandes para tornar este crédito de menor risco, retirando a dinâmica que o viabilizaria, como descrito.

Frente a tal situação, a alternativa para empreendimentos solidários, sustentáveis, informais ou inclusivos é buscar o mercado subsidiado. Os agentes detentores do crédito, ainda que mais acessíveis ao público tradicionalmente excluído da órbita bancária, possuem dificuldades diversas: os bancos governamentais, primeiramente, mantém as altas exigências para concessão, além de possuir baixa capilaridade com esse público; as OSCIPs de microcrédito, apesar de oferecer crédito com taxas abaixo da média do mercado tradicional, são ineficientes, gerando custos altos para viabilização do empréstimo, fazendo com que suas carteiras, quase que absolutamente pequenas, não se expandam; os bancos comunitários, por sua vez, possuem carteiras ainda menores que as OSCIPs, e atuam, mesmo que com boa penetração na comunidade, em demasia localmente, além de sofrerem com a falta de apoio tecnológico para melhoria da eficiência e redução de custos do crédito ofertado. O que reúne os dois últimos atores com o primeiro neste mercado específico é o fato de todos se viabilizarem através de políticas públicas que subsidiem o crédito, que, até mesmo aportam capital para esse fim.

A análise de tais mercados demonstrou que a demanda quase patológica por microcrédito, em especial o produtivo orientado, está muito longe de ser sanada. A solução encontrada pela equipe de alunos e técnicos da Incubadora foi criar tecnologias que pudessem tornar o microcrédito autossustentável e barato, trazendo assim, as OSCIPs de microcrédito e os bancos comunitários para um novo mercado de crédito: o popular de microcrédito produtivo. A escolha por estes dois atores se deve pelo fato de possuírem como metas, visões e valores similaridades aos ideais da economia solidária. Ademais, além de possuírem fragilidade econômica, são as que possuem maior capilaridade para o microcrédito, uma vez que atingem diretamente o público naturalmente excluído das linhas de crédito.

Em face disso, a ITCP-FGV resolveu, na tentativa de superar os obstáculos ao desenvolvimento dos empreendimentos inclusivos com os quais trabalhava, desenvolver tecnologias de microcrédito. Aproveitando-se da relação com a universidade, resolveu trazer às soluções acadêmicas, tão intangíveis aos grupos inclusivos, uma dimensão prática: operar uma linha de crédito produtivo aos empreendimentos associados, buscando desenvolver, assim, tecnologia acessível e pragmática.

Primeiro Banco Júnior do Mundo

A linha de crédito cresceu, levantou a bandeira dos negócios inclusivos e da responsabilidade social das universidades, transformando-se, como um programa de extensão universitária no seio da ITCP-FGV, no primeiro banco júnior do mundo: um banco de economia solidária gerenciado por estudantes universitários de todo o país.

O Modelo BNI

Banco de Negócios Inclusivos: geração de renda em rede pela aproximação entre academia e a base da pirâmide por “cloud banking”

http://bni.org.br/files/2012/11/cloudbnk.gif

Visando sustentabilidade financeira, o primeiro banco júnior do mundo, o projeto BNI, faz gestão de redes de bancos inclusivos através de “cloud banking”.

O BNI nada mais é que um modelo de gestão que tem como objetivo ser autossuficiente, que oriente e seja inclusivo. Sua gestão ocorre em nuvem, um “cloud banking”. Desenvolveram-se duas redes que se integram: bancos juniores, que operacionalizam o crédito de dentro das universidades, trazendo soluções de gestão acadêmicas para uma dimensão prática, prestando assistência financeira aos clientes e envolvendo os estudantes; e bancos comunitários, que se inserem no seio das comunidades carentes, dando maior capilaridade ao projeto, desenvolvendo as localidades por meio de microcrédito e de moeda social e apoderando a comunidade do crédito.

A gestão dessas redes se dá pela OSCIP BNI, que as integra por uma “franquia social” gratuíta, que distribui a tecnologia e a infraestrutura para a formação dos bancos inclusivos, busca parcerias, realiza benchmarking mais eficiente e reduz custos.

Os parceiros do BNI acessarão a rede formada de maneira análoga a utilizada por computadores que acessam uma memória externa através da internet. No nosso caso, um agente de crédito irá operar as linhas de crédito, por exemplo, em um determinado Banco Junior (atualmente há dois atuando, o BNI-FGV e o BNI-UFPR), com o objetivo de gerir os empréstimos e assessorar os clientes através de um conjunto de ferramentas já desenvolvido. O acesso ao dinheiro por parte das cooperativas se dá através deste agente, que possui autonomia em relação à aprovação e uso do crédito, por meio de uma plataforma online, que é o próprio site do modelo. Ou seja, toda a estrutura de gestão e controle se encontra em um centro externo ao operador, reduzindo os custos e aumentando a eficiência. Da mesma forma, ao se criarem redes interconectadas por meio desse sistema de “franquias solidárias”, aumenta-se a capilaridade do banco, alcançando diversos clientes em todo o Brasil e disseminando o ideal do microcrédito produtivo sustentável.

A solução do modelo em nuvem é, portanto, mais eficiente por, primeiramente, reduzir custos: os bancos comunitários e juniores que acessam nossa plataforma online e aplicam nossa tecnologia reduzem custos de operação, uma vez que o BNI possui isenção de taxas no banco no qual possui conta. Outro fator que reduz custos é o fato de ser operado por estudantes e voluntários, não sendo necessário uma folha de pagamento que encaressa o crédito. A outra solução, é a proximidade com a universidade.

Pioneiros

Nossos competidores, de uma certa forma, são todos os operadores de microcrédito. Contudo, o mercado, especial o do microcrédito produtivo e orientado, ainda demanda mais do que oferece. Por outro lado, nosso projeto não possui concorrentes diretos para gestão de rede de bancos inclusivos, pois essa iniciativa é pioneira.

Meta: Atingir todo o Brasil

A solução, para ser eficiente, deverá agregar à rede um grande número de comunidades e de universidades, espalhando-se, necessariamente, por outras regiões do país. Da mesma forma, a operacionalização do microcrédito produtivo e orientado nas universidades é um modelo de fácil aplicação em outros países da própria América Latina, uma vez que a força de trabalho é realizada por estudantes interessados na geração de renda e o custo da operação é relativamente baixo.

Autonomia dos participantes

Uma das principais características do projeto é focar na autonomia, seja dos envolvidos, seja dos bancos. O BNI não possui uma hierarquia interna; atuando democraticamente, os locus decisórios são as próprias assembleias e reuniões departamentais, que, pelo consenso do coletivo, deliberam. O ambiente visa estimular a inovação e a comunicação transparente entre todos os envolvidos.
Da mesma forma, a estrutura da rede permite que os próprios bancos juniores e comunitários tenham autonomia para ajustar suas análises de crédito, as formas de cobrança e a estipulação das taxas cobradas de maneira que adeque melhor às comunidades e ao entorno social, cabendo ao BNI apenas ditar parâmetros de operação e estimular positivamente pelos resultados.

Casos de Sucesso

UNINDO FORÇAS

Localizada no vale do sol, na cidade de Barueri, a Cooperativa Unindo Forças tem como objetivo viabilizar a produção de objetos e móveis, marchetaria e artesanatos de madeira. Sample Image Para isso, desenvolve uma série de produtos de acordo com a demanda de seus clientes. Um de seus diferenciais é sua visão pioneira perante a preservação do meio ambiente, utilizando madeira reciclada oriunda de paletes descartados por indústrias.

A ITCP-FGV, entidade responsável pelo projeto de incubação da cooperativa na época, entrou em contato com o BNI e explicaram as necessidades do empreendimento. Os integrantes do BNI decidiram visitar o negócio inclusivo, com o intuito de apresentar as linhas de crédito para os funcionários da cooperativa. Na ocasião da visita, foi apresentada uma das linhas de crédito oferecidas pelo banco, o Adiantamento Produtivo Orientado (APO) e, após o esclarecimento de todas as dúvidas, a cooperativa preencheu a ficha de inscrição para análise da viabilidade do empréstimo.

Após a análise da ficha, o BNI aprovou o crédito no valor de R$ 3.000,00. Com a aplicação do crédito na produção do empreendimento e com a orientação por parte do banco, os resultados foram extremamente positivos: a cooperativa teve um ganho de 220% apenas com o contrato fechado com a TOK&STOK.

Cooperativa Unindo Forças

Padaria Comunitária Doces Talentos

A Padaria Comunitária Doces Talentos é uma cooperativasituada na Brasilândia e foi formada recentemente por mulheres da região. Sample Image O empreendimento possui serviços como lanchonete e buffet, além de produtos embalados.

Na época da Páscoa, em que a demanda por produtos é alta, a cooperativa encontrou a necessidade de capital para comprar a matéria prima dos produtos; porém, o grupo encontrava grande dificuldade de acessar o crédito, de forma que, para pagar os custos da produção, recorriam a empréstimos com traficantes da região da Brasilândia. Assim, ao oferecer o empréstimo a juros de 1% ao mês, o BNI viabilizou a produção de mais de 1000 ovos de páscoa de maneira sustentável.

Além disso, o BNI já realizou três empréstimos para a cooperativa, o que viabilizou não só a compra de matéria-prima para a produção, mas também reformas na sede do empreendimento e a instalação de equipamentos, permitindo, assim, um aumento considerável da receita da cooperativa.

www.cafedocestalentos.com.br

Terra Harmônica

Terra Harmônica é uma cooperativa de Mogi das cruzes, interior de São Paulo, que produz e vende diversos produtos ecológicos e gêneros agrícolas. Sample Image Antes do empréstimo o grupo possuía uma renda mensal de R$ 2500,00, mas como não realizavam muitos investimentos, o empreendimentovendia pouco e o faturamento pagava quase que somente os custos fixos e operacionais. Seis meses após o crédito concedido pelo BNI-FGV e a subsequente quitação da divida, o Terra Harmônica obteve uma renda de R$ 6500,00. Como o empréstimo ocorreu próximo à feira de Natal do Mercosol, evento que costuma reverter bons resultados para a empresa, foi possível quitar os adiantamentos com os fornecedores e ainda obtiveram um excedente de caixa para realizar posteriores investimentos.
Assim, o crédito não só ajudou a elevar a receita do empreendimento, mas também contribuiu para conscientizar a equipe sobre a necessidade de investimentos e para educa-los financeiramente.

http://www.terraharmonica.com/

Sonhos e Sabores

É um outro exemplo de padaria comunitária que surgiu em uma Sample Image comunidade do Guarujá e tem como características a autogestão e o caráter sustentável, visível nos produtos orgânicos produzidos em hortas comunitárias. O empréstimo concedido pelo BNI-FGV permitiu a compra de matéria-prima para elaboração dos produtos, o que estimulou a produção e, consequentemente, o faturamento do negócio inclusivo.

www.cafesonhosesabores.com.br

Cooperglicério

Sample ImageÉ uma cooperativa de catadores localizada na baixada do Glicério, em São Paulo, que realiza coleta e triagem de resíduos recicláveis, de forma a garantir um destido adequado para o lixo. A cooperativa, que atua há seis anos, compreende um vasto número de trabalhadores cuja renda é proporcional ao crescimento do empreendimento. Com o empréstimo realizado pelo BNI-FGV, a cooperativa conseguiu retomar parte de sua atividade, que ficou debilitada devido a problemas técnicos.

www.cooperglicerio.org.br

Limpet Tonato

Localizado em Tonato, Sample Imageum bairro distante de Carapicuíba, Limpet foi a alternativa para gerar o desenvolvimento social e econômico nessa comunidade. A Associação Amigos do Bairro Jardim Tonato e Ana Estela em parceria com a Fundação Alphaville uniu-se para formar um grupo de trabalho que deu início à Fábrica de Vassouras LimpetTonato.

www.vassouraslimpet.com.br

Renascer

Sample ImageO Empreendimento Renascer é um grupo de mulheres da cidade de Cuiabá, localizado nos bairros de Renascer e CPA 2. O grupo produz artesanato reciclado utilizando filtros de café usados que dão um toque rústico e sofisticado para brindes e utilitários de escritório.
Os filtros são lavados, secados e trabalhados por meio de técnicas de bordado e decupagem antes de serem transformados.Com isso, o grupo incentiva a coleta seletiva de filtros de café nos bairros próximos, para evitar o descarte desse material no meio ambiente.

www.renascer.art.br

Brasilianas

Sample ImageÉ um empreendimento de caráter de Moda Sustentável, idealizado por mulheres que trabalham juntas na transformação de banners e tecidos que não são mais utilizados pela Industria Têxtil de São Paulo, em ecobags, necessaries e pastas. Isso possibilitou uma ação ativa na comunidade de Brasilândia, onde se encontram essas mulheres, visando integrar geração de renda e preservação ambiental.

www.grupobrasilianas.com.br

Banco Comunitário União Sampaio

Oferece serviços de Crédito Produtivo, Sample ImageCrédito de Consumo, Correspondente Bancario e Acompanhamento de empreenderores, de forma a levar o desenvolvimento econômico e social , auxiliando financeiramente pequenos empreendedores.
A atuação do banco se dá de forma integrada com a produção e consumo local, pois é formulado a partir de linhas de crédito produtivo e de consumo, levando em consideração critérios de análise de crédito que contemple a realidade local.

www.bancocomunitariosampaio.blogspot.com.br


 

Assista à reportagem da Rede Globo com o BNI para entender mais sobre o nosso trabalho: